Sábado, 07 de Maio de 2011

Um dia a Vida decidiu dar uma volta pelo mundo. Já tinha viajado muito quando encontrou um homem doente que tinha o corpo tão inchado que mal se podia mexer.

— Quem és tu? — perguntou o homem ao vê-la.

— Sou a Vida.

— Então, já que és a Vida, será que me podias tirar este inchaço que nem me deixa mexer nem trabalhar?

— Sim, eu poderia devolver-te a saúde, mas tu depressa te esquecerás de mim e da doença de que padeces.

— Como iria eu esquecer-me? Um milagre assim recordá-lo-ei toda a minha vida.

— Está bem! Vou curar-te. No entanto voltarei daqui a sete anos para verificar se és um homem de palavra — disse a Vida.

Esta pegou num pouco de pó do caminho e espalhou-o na cabeça do hidrópico que, de imediato, ficou são e ágil.

A Vida prosseguiu a viagem e andou muitos dias até que chegou à cabana de um leproso.

— Quem é? — perguntou o leproso.

— Eu sou a Vida.

— A Vida? — replicou o doente. — Pois então podias curar a minha lepra.

— Claro que posso — disse a Vida. — Mas se o fizer, logo esqueces a tua doença e o teu benfeitor.

— Impossível! Toda a minha vida hei-de recordar-me desse milagre — assegurou o leproso.

— Bem, voltarei dentro de sete anos e então veremos se sabes manter as promessas — replicou a Vida.

Pegou então numa mão-cheia de terra da estrada, espalhou-a na cabeça do leproso, e a lepra, como por encanto, desapareceu, deixando ficar o homem com a pele limpa e jovem.



publicado por hpt às 06:44

Akari gostava muito de ir à caça. Mas tinha sempre pouca sorte. De vez em quando regressava de mãos vazias. Nessa altura era gozado por todos:

— Sabes porque é que não caças nada? Porque tens medo de entrar no mato!

Um dia, Akari, após ter andado imenso, sentiu fome. Viu uma aldeia e pensou:

«Vou pedir um pouco de sopa.» As pessoas da aldeia deram-lhe de comer e beber. Quando ficou saciado, pensou:

«E para que hei-de eu ir para outro sítio, se aqui me tratam tão bem?»

Decidiu, então, ficar por ali. O povo da aldeia aceitou-o e deu-lhe um terreno para cultivar. Akari fez uma cabana e, passado algum tempo, casou-se.

Um dia, não tendo nada que fazer no campo, disse à esposa:

— Há muito tempo que não vou à caça. Hoje vou ao bosque caçar uma boa gazela para o nosso jantar.

Pegou na lança, que já estava ferrugenta, e encaminhou-se para a floresta. Não sabia que aí havia tantas feras.

Avançou seguindo umas pegadas. Pelos ramos derrubados, compreendeu que tinham passado por ali elefantes.

De repente, apareceu correndo um leão, deteve-se a poucos passos de Akari, dando a impressão de que estava à espera dele há muito tempo. O rei da selva abriu a bocarra e



publicado por hpt às 06:29
Quinta-feira, 05 de Maio de 2011

Outrora, dois homens, Ali e Mustafá, atravessaram o deserto na companhia de um leão, uma serpente, uma hiena e um chacal.

A certa altura, os alimentos acabaram-se e os seis viandantes começaram a sentir fome. Por sorte, chegaram a um oásis onde encontraram um camelo.

Cansados da longa caminhada, decidiram amarrá-lo a uma palmeira, guardando para o dia seguinte a oportunidade de fazerem um saboroso petisco.

Mas a hiena, que é o animal mais sôfrego de quantos existem acima da Terra, ficou acordada magicando um estratagema para ficar com o camelo só para si.

Quando já todos estavam a dormir, aproximou-se do leão e disse-lhe ao ouvido:

— Toma cuidado, que o chacal tem a intenção de nos roubar o camelo...

— Ai sim?! — disse o leão. — Eu já lhe dou o arroz!



publicado por hpt às 08:08
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