Era uma terra onde uma grave epidemia atingia homens e animais. Só sobreviveu o homem mais forte. Mas, um dia, apareceu-lhe uma ferida num joelho e, não podendo bastar-se a si próprio, pediu a Deus que o ajudasse. Todos os dias se arrastava até à beira do caminho por onde passavam as pessoas de regresso do mercado e rogava-lhes:
— Dêem-me alguma coisa para comer e cortem-me este joelho que tanto me faz sofrer.
Os viandantes davam-lhe de comer, mas não ousavam cortar-lhe o joelho. Não aguentando mais, um dia o pobre doente pegou numa faca e abriu o joelho. Qual não foi o seu espanto ao ver que, do corte que tinha feito, saíram três lindas meninas. Agradeceu a Deus por ter escutado a sua súplica e regressou à aldeia onde construiu uma pequena cabana para morar com as suas filhas.
Passados alguns anos, as meninas atingiram a maioridade. O pai já podia deixá-las sozinhas para ir à caça. Durante a ausência do homem, uns pastores que andavam nos arredores viram as moças e apaixonaram-se logo por elas. Quiseram levá-las para casa, onde se casariam.
Mas as jovens, que gostavam muito do pai, não queriam dar-lhe um desgosto e, por isso, não podiam deixá-lo sem o avisar. Despediram-se dos pastores, convidando-os a voltar no dia seguinte.
Quando o pai regressou, elas, entusiasmadas, contaram-lhe tudo. O velho ficou triste, mas as filhas consolaram-no dizendo: